Fast food a serviço da prostração social

Costumo assistir a um programa de TV em que uma nutricionista muda o cardápio de obesos mórbidos por 8 semanas, levando em conta os problemas de saúde que já sofrem, fruto da alimentação ruim. É impressionante o quanto o açúcar, cafeína e gordura são viciantes. As pessoas sofrem crises de abstinência terríveis.
Fiquei pensando, num dos meus ataques de teoria da conspiração, o quanto a indústria do fast food, além de colaborar com a eliminação física de boa parte da população mundial, também é forte aliada na criação de gerações inteiras de pessoas apáticas. Explico: na Inglaterra, alguns estudos (estou me baseando em depoimento do chef Jamie Oliver) dizem que as crianças têm expectativa de vida menor que a de seus pais, podendo morrer antes deles, por conta da alimentação fast food.
Comer açúcar dá grande energia no momento da ingestão, mas gera uma tremenda apatia no organismo. Isso serve também para a cafeína e gordura, que geram grande conforto assim que ingeridos, mas não possuem nutrientes básicos para o funcionamento do organismo. Não sou nutricionista, mas acabei de ouvir uma na TV que diz que o açúcar em excesso irrita o cérebro, tira a concentração e capacidade mental.
Qual o resultado disso: pessoas submissas e irritadiças, já que perdem boa parte do senso crítico, por pura indisposição mental, e não têm disposição física para lutar contra a irritação crônica, a não ser comer mais para alimentar o vício.
A questão aqui não é ser gordo ou magro, mas comer porcaria. Tem muito magrinho que não ingere um matinho sequer e vive prostrado. Tem muito magrinho movido à pílulas e bulimia. O lance é comer algo que seja útil para um corpo/mente que precisam funcionar melhor pelo bem estar de quem é.
Não sou natureba, nem vegetariana, mas sei que é responsabilidade minha o que faço com o corpo, por isso minha alimentação sempre inclui alimentos naturais, que, além de tudo, diminuem a conta do surpermercado, uma das poucas vantagens de se estar no terceiro mundo, já que somos fornecedores de comida in natura para o resto do mundo. Sai quase o mesmo preço comprar cinco espigas de milho e uma lata de milho em conserva. Absurdo! E nem dá tanto trabalho assim cozinhar o milho, que, aliás, rende três vezes mais pelo menos. A gente se acomoda e se danifica e por isso fica ainda mais acomodado.
O que mais dói é que ninguém tem prazer em comer, em experimentar coisas novas. O paladar danificado por tanto sal, açúcar e cafeína não consegue distinguir o azedinho gostoso de uma fruta que nunca tinha comido antes. No fim, ao invés de cinco sentidos, ficam quatro e subutilizados por danos como desnutrição, desidratação e etc.
Existe maneira mais simples de dominação social? (e aqui nem falei do trabalho semi-escravo nas lanchonetes e do dano ambiental dos pastos na amazônia para produção de hambúrgueres, fica para outra vez)

Comentários

Anônimo disse…
E sei que sou um gordo pilantra, mas fazem mais de 10 anos que não tomo refrigerante de nenhuma espécie e boicoto o MC Maldade. Berinjela é o que há!

Postagens mais visitadas