Super
Quando alguém me falou que a maternidade muda tudo, eu
imaginei responsabilidades novas e outras coisas, mas nunca ia imaginar
isso que aconteceu.
Dois comportamentos foram padrão entre pessoas
que começaram a me cobrar coisas intensamente. O primeiro, foi o de não
aceitar que meu tempo mudou, que não posso estar presente e disponível
como era antes de o filho nascer. Isso gerou, e ainda gera, certa
revolta.
O outro, foi o de achar que eu mudei pouco depois de me
tornar mãe. E uma busca por tutelar meu corpo, minha vida. A máxima “mãe
é terra de ninguém” apareceu intensa. As pessoas realmente acham normal
dizer que eu não posso mais sair com os amigos sem o filho e coisas do
tipo.
O que percebo é que, nos dois casos, pouco importa eu na
história, importa as necessidades dessas pessoas e o que elas acreditam,
eu era um acessório em suas vidas. Digo eram porque, claro, isso não
foi coisa que deixei permanecer por perto.
É realmente raro quem nos
olhe de verdade, mas, depois de tudo isso, descobri que existe quem
goste de mim, não do meu tempo livre ou do que acrescento em sua vida.
Fora isso, ainda tem a cria que me acha super, mesmo no pior dia. Ganhei até emblema de heroína personalizado.

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