Mojica

Eu e o Mojica

No dia 21 de setembro, estive em Goiânia para ver o grande José Mojica Marins, um dos maiores diretores do gênero terror no mundo. No bate papo com a plateia, ele respondeu a perguntas sobre sua obra e carreira, juntamente com Carlos Primati, um dos maiores especialistas em cinema de terror no Brasil.
O filme Encarnação do Demônio, o último filme da trilogia Zé do Caixão, que foi lançado em 2008, foi o tema da minha pergunta. Nele, Josefel Zanatas sai da cadeia, do Carandiru, depois de cumprir sua pena pelos assassinatos cometidos nos dois primeiros filme, e vai morar numa favela em São Paulo. Na favela, a polícia comete seus desmandos, já conhecidos de quem vive nesses lugares, e são os policiais os vilões do filme. Eu comparei com Tropa de Elite, em que os policiais são os heróis, o que deixou o Mojica bem irritado, porque ele não viu o filme e não o acha relevante (eu também não vi e concordo com ele), porque quem teve alguma experiência com a polícia nas periferias da vida não a considera heroica em nenhum sentido. Primati contou que na primeira versão do roteiro, o Zé do Caixão lideraria um grupo de resistência, uma espécie de movimento revolucionário das favelas, mas que isso mudaria o foco do personagem e seria mais um filme de ação do que de terror, e isso foi alterado.
Adiei muito para conhecer esse artista incrível (cheguei a trabalhar com o filho dele num sindicato aqui em Brasília e nem assim) e ele é exatamente como imaginava: genial e pé no chão.
Aqui um pedacinho que gravei por lá, espero que dê para ouvir:



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