Do medo da cor
Por muito tempo resisti bravamente à cor. Talvez por nascer numa cidade cinza. Provavelmente por minhas crises depressivas constantes na adolescência e anos subsequentes.
Aos vinte anos cheguei à conclusão de que pelo menos uma peça do que estaria vestindo deveria ser preta. Provavelmente os sapatos, quase todos, com exceção de algum marrom, a camiseta, o casaco, a calça...
Variações de cinza, verde oliva, marrom eram as poucas as cores que tinham vez.
Um belo dia comprei uma camiseta com flores vermelhas, que tinham um fundo preto por baixo do padrão, e uma azul claro, que quase parecia cinza.
Creio que esse foi o começo da nova era. Fui ao nordeste (minha primeira vez) com essas peças. Comprei um vestido florido (que depois me toquei que era horroroso), que eu usava como saída de praia. E as coisas foram caminhando por aí até que me mudei para o nordeste de vez. Daí, a explosão de cor.
Laranjas, verdes, vermelhos, azuis, violetas, listrados, estampas, todo o tipo de cor invadiu meu guardarroupa. Efeito do sol, ou não, meu medo da cor parece ter passado, mesmo após tanto tempo nesta capital feita de concreto pintado de branco.
Quase sempre percebo que nenhuma peça é preta e quase nada resta da antiga concessão de apenas uma cor no conjunto. Acabo misturando verde com vermelho em dias como hoje.
Isso sem falar nas unhas coloridas de vermelho, laranja, azul, lilás...
Aos vinte anos cheguei à conclusão de que pelo menos uma peça do que estaria vestindo deveria ser preta. Provavelmente os sapatos, quase todos, com exceção de algum marrom, a camiseta, o casaco, a calça...
Variações de cinza, verde oliva, marrom eram as poucas as cores que tinham vez.
Um belo dia comprei uma camiseta com flores vermelhas, que tinham um fundo preto por baixo do padrão, e uma azul claro, que quase parecia cinza.
Creio que esse foi o começo da nova era. Fui ao nordeste (minha primeira vez) com essas peças. Comprei um vestido florido (que depois me toquei que era horroroso), que eu usava como saída de praia. E as coisas foram caminhando por aí até que me mudei para o nordeste de vez. Daí, a explosão de cor.
Laranjas, verdes, vermelhos, azuis, violetas, listrados, estampas, todo o tipo de cor invadiu meu guardarroupa. Efeito do sol, ou não, meu medo da cor parece ter passado, mesmo após tanto tempo nesta capital feita de concreto pintado de branco.
Quase sempre percebo que nenhuma peça é preta e quase nada resta da antiga concessão de apenas uma cor no conjunto. Acabo misturando verde com vermelho em dias como hoje.
Isso sem falar nas unhas coloridas de vermelho, laranja, azul, lilás...
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