O que se vê e o que se é
A percepção de si mesmo é sempre algo a se desconfiar, o julgamento pode ser suave demais com os defeitos ou cruel demais ao percebê-los. Ou ainda ver falhas que não existe, ou qualidades imaginárias.
Ainda mais complicado é imaginar o que os outros percebem do que somos. Tem dias que acusam de veemência excessiva ao criticar coisas, de ver defeito em tudo. Mas daí tem gente que diz que sua paciência é infinita, que não entende como se pode ser tão suave em situações tão tensas.
O fato é que há sempre quem ache que pode abusar indefinidamente de quem não quer precipitar o conflito, ou melhor, de quem quer manter a diplomacia em situações em que a intimidade não é tão necessária.
Brigar com alguém requer confiança, se a intenção for resolver. E confiança pressupõe alguma intimidade.
Deixar passar o caráter duvidoso de alguém que se vê uma vez por mês no máximo ou a total falta de afinidade com as futilidades da vidinha em que você não vê nenhum sentido é até aceitável para evitar estresse com outras pessoas que te são caras. Até que a pessoa comece a interferir na sua vida, a tentar dificultar coisas que não lhe dizem respeito. E pior que isso, gritar com você. Daí você grita de volta e "nooooossa".
Ou deixar passar as pequenas diferenças em amizades que te são importantes até a pessoa pisar no calo profundamente uma, duas, três vezes, mesmo com você dizendo que aquilo dói. Se encher de raiva e dar um basta.
Uma vida inteira tentando evitar a fadiga, mas tem hora que ela chega, daí só dando fim ao que incomoda. Podia ser mais simples, mais fácil, mas não é. O confronto faz parte, não dá pra fugir sempre.
Ainda mais complicado é imaginar o que os outros percebem do que somos. Tem dias que acusam de veemência excessiva ao criticar coisas, de ver defeito em tudo. Mas daí tem gente que diz que sua paciência é infinita, que não entende como se pode ser tão suave em situações tão tensas.
O fato é que há sempre quem ache que pode abusar indefinidamente de quem não quer precipitar o conflito, ou melhor, de quem quer manter a diplomacia em situações em que a intimidade não é tão necessária.
Brigar com alguém requer confiança, se a intenção for resolver. E confiança pressupõe alguma intimidade.
Deixar passar o caráter duvidoso de alguém que se vê uma vez por mês no máximo ou a total falta de afinidade com as futilidades da vidinha em que você não vê nenhum sentido é até aceitável para evitar estresse com outras pessoas que te são caras. Até que a pessoa comece a interferir na sua vida, a tentar dificultar coisas que não lhe dizem respeito. E pior que isso, gritar com você. Daí você grita de volta e "nooooossa".
Ou deixar passar as pequenas diferenças em amizades que te são importantes até a pessoa pisar no calo profundamente uma, duas, três vezes, mesmo com você dizendo que aquilo dói. Se encher de raiva e dar um basta.
Uma vida inteira tentando evitar a fadiga, mas tem hora que ela chega, daí só dando fim ao que incomoda. Podia ser mais simples, mais fácil, mas não é. O confronto faz parte, não dá pra fugir sempre.
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