E foi-se um ano em abandono
Deixar ir e não fazer nada, absolutamente nada, para mudar o rumo das coisas. É preciso muita confiança para isso, total e absoluta confiança. No universo? Na vida? Nas pessoas? Nunca soube em que, mas é preciso confiar para se soltar no abismo.
Tem hora que nem é preciso se soltar, o próprio abismo se anuncia e vem pra ficar, porque você precisa dele. Uma espécie de rito de passagem em que é preciso abandonar tudo, até um tanto da dignidade, para entender o que é chegar ou passar do limite.
Desistir de tudo, porque nada mais faz sentido. Perceber que tudo o que é compromisso social, acordo compulsório, tudo é possível de romper unilateralmente e ser esse lado pela primeira vez. Morrer de medo e de ansiedade todo o tempo e ainda assim não conseguir fazer diferente.
A cabeça dói. Os músculos do corpo todo são tensos, virou seu estado natural. Ainda assim este é lugar em que é mais confortável estar, porque não dá mais todo o resto. Não dá.
Como voltar para tudo "o que precisa ser feito"?
Talvez o voltar nunca aconteça, ninguém sabe de nada da vida. Agora só este estado de abandono. Estar aqui e pronto. Parece que o tempo presente, fazer comida para agora, lavar a roupa que sujei, limpar o lugar o onde estou, é só isso o que existe, nada mais é preciso, mesmo que tudo diga que sim.
Agora vai? Sei lá. Ano novo e só.
Tem hora que nem é preciso se soltar, o próprio abismo se anuncia e vem pra ficar, porque você precisa dele. Uma espécie de rito de passagem em que é preciso abandonar tudo, até um tanto da dignidade, para entender o que é chegar ou passar do limite.
Desistir de tudo, porque nada mais faz sentido. Perceber que tudo o que é compromisso social, acordo compulsório, tudo é possível de romper unilateralmente e ser esse lado pela primeira vez. Morrer de medo e de ansiedade todo o tempo e ainda assim não conseguir fazer diferente.
A cabeça dói. Os músculos do corpo todo são tensos, virou seu estado natural. Ainda assim este é lugar em que é mais confortável estar, porque não dá mais todo o resto. Não dá.
Como voltar para tudo "o que precisa ser feito"?
Talvez o voltar nunca aconteça, ninguém sabe de nada da vida. Agora só este estado de abandono. Estar aqui e pronto. Parece que o tempo presente, fazer comida para agora, lavar a roupa que sujei, limpar o lugar o onde estou, é só isso o que existe, nada mais é preciso, mesmo que tudo diga que sim.
Agora vai? Sei lá. Ano novo e só.
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