Quatro mulheres na piscina
Aula de hidroginástica à noite, três mulheres dentro da piscina e a professora orientando os movimentos. Começa a conversa de mulheres, sobre relacionamentos, homens, um clássico.
A professora diz que casou grávida, aos quinze anos de idade, e apanhou do marido durante vinte anos, ou quase isso, quando se separou para amparar a filha que o marido queria expulsar de casa por estar grávida. Ela disse também que a filha se viciou em drogas e se meteu em várias situações complicadas por causa da violência dentro de casa. "Mas agora nos livramos disso e minha filha saiu dessa situação", ela nos disse. Ela casou de novo e hoje viaja o mundo inteiro em excursões com os alunos, ou apenas com a família.
Uma das alunas contou que acabou de completar um ano da sua separação. "Sofri muita violência do marido, é muito difícil sair disso, mas tive muito apoio dos meus filhos". Ela nos contou que o ex-marido é viciado em drogas e descontava as frustrações batendo nela. Falou também que o mais difícil é perceber que não é responsável pelo que ele fez com ela, porque somos educadas a assimilar a culpa. "Agora eu quero ser feliz, tenho certeza que vou amar de novo e vai ser muito diferente".
Eu contei sobre o meu pai, que batia na minha mãe e me ameaçou muitas vezes, mas não chegou a fazer nada físico porque eu reagi com veemência, não tinha medo quando era mais nova. Falei da violência psicológica, que dói e machuca profundamente também e que me deixou marcada. Disse que tive que recorrer à vara da família quando ele decidiu que ia me expulsar de casa e minha mãe não me socorreu. "Eu entendo as limitações das pessoas, mas elas são responsáveis pela violência que comentem ou pela violência a que expõem seus filhos". Foi muito tempo de terapia e cada vez isso dói menos.
A outra colega ouviu e lamentou o quanto esse tipo de situação é comum.
A professora diz que casou grávida, aos quinze anos de idade, e apanhou do marido durante vinte anos, ou quase isso, quando se separou para amparar a filha que o marido queria expulsar de casa por estar grávida. Ela disse também que a filha se viciou em drogas e se meteu em várias situações complicadas por causa da violência dentro de casa. "Mas agora nos livramos disso e minha filha saiu dessa situação", ela nos disse. Ela casou de novo e hoje viaja o mundo inteiro em excursões com os alunos, ou apenas com a família.
Uma das alunas contou que acabou de completar um ano da sua separação. "Sofri muita violência do marido, é muito difícil sair disso, mas tive muito apoio dos meus filhos". Ela nos contou que o ex-marido é viciado em drogas e descontava as frustrações batendo nela. Falou também que o mais difícil é perceber que não é responsável pelo que ele fez com ela, porque somos educadas a assimilar a culpa. "Agora eu quero ser feliz, tenho certeza que vou amar de novo e vai ser muito diferente".
Eu contei sobre o meu pai, que batia na minha mãe e me ameaçou muitas vezes, mas não chegou a fazer nada físico porque eu reagi com veemência, não tinha medo quando era mais nova. Falei da violência psicológica, que dói e machuca profundamente também e que me deixou marcada. Disse que tive que recorrer à vara da família quando ele decidiu que ia me expulsar de casa e minha mãe não me socorreu. "Eu entendo as limitações das pessoas, mas elas são responsáveis pela violência que comentem ou pela violência a que expõem seus filhos". Foi muito tempo de terapia e cada vez isso dói menos.
A outra colega ouviu e lamentou o quanto esse tipo de situação é comum.
Comentários
Lindo texto.
Parabéns.