Nas ruas
Um pequeno registro, já que neste sábado acontece a Marcha da Liberdade em São Paulo, por conta da repressão sofrida pelo que inicialmente seria a Marcha da Maconha e foi transformada na Marcha da Liberdade de Expressão, que não teve liberdade para se expressar.
Não pude deixar de comparar mentalmente a ação realizada contra os manifestantes com o que se fazia no final dos anos 1990 e início dos 2000 na Parada Gay de São Paulo, que era duramente reprimida por ser uma apologia à promiscuidade e um atentado ao decoro público. Muita gente não lembra disso, porque hoje a Parada Gay virou até fonte de renda para a cidade, quem diria.
Quem sabe a coisa tome o mesmo rumo com a Marcha da Liberdade, as coisas só evoluem com muita insistência. As liberdades civis são conquistadas passo a passo e pelas pessoas, não pelas instituições.
Não pude deixar de comparar mentalmente a ação realizada contra os manifestantes com o que se fazia no final dos anos 1990 e início dos 2000 na Parada Gay de São Paulo, que era duramente reprimida por ser uma apologia à promiscuidade e um atentado ao decoro público. Muita gente não lembra disso, porque hoje a Parada Gay virou até fonte de renda para a cidade, quem diria.
Quem sabe a coisa tome o mesmo rumo com a Marcha da Liberdade, as coisas só evoluem com muita insistência. As liberdades civis são conquistadas passo a passo e pelas pessoas, não pelas instituições.
UPDATE: Minha impressão é que a Marcha da Liberdade acabou tentando se tornar uma manifestação do hippismo do novo milênio, assumidamente sem ideologia (como se isso fosse possível), pelo menos de acordo com as lideranças das organizações que tomaram para si a organização do "movimento". O melhor texto que li sobre o assunto foi publicado no blog Passa Palavra, A esquerda fora do eixo.
UPDATE 2: Mais um texto sobre a geração "pós-rancor", Lutas Sociais e Fetichismo: notas sobre o debate iniciado pelo Passa Palavra (I): "O pós-rancor para isso abdica da memória. Os choques do mundo moderno enfraqueceram a experiência, ficamos ricos em informação, e pobres em conhecimento. A perda da experiência e da memória transforma o homem em autômato. Destituído de toda sabedoria, é incapaz de contar, analisar, dar conselhos, aprender com o tempo. A experiência, para eles, é rancorosa. O pós-rancor é o não filisteu, filisteu".
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