Listas reveladoras
Tive algumas conversas nas últimas semanas e acabei citando diversas pesquisas sobre a composição do Congresso Nacional, sobre produção de armas no Brasil, etc. Percebi que, mesmo sendo tendenciosas, na maioria das vezes, ler os resultados das pesquisas pode até mudar a opinião das pessoas sobre certos assuntos.
Um bom exemplo é o sempre citado problema da violência nas grandes cidades, que é real. Mas a violência está se interiorizando no Brasil muito rapidamente e a última pesquisa oficial sobre o assunto revelou que pequenas cidades do Centro-Oeste, com menos de cem mil habitantes, estão na lista das mais violentas. Na lista com as cidades com mais de trezentos mil habitantes, entre as dez mais violentas, aparece apenas uma capital e do nordeste:
Entre as cidades com mais de 300 mil habitantes, Serra (ES) é a mais perigosa
MAIS VIOLENTAS
1º Serra (ES) - 97,62
2º Olinda (PE) - 95,29
3º Cariacica (ES) - 91,99
4º Jaboatão dos Guararapes (PE)- 88,35
5º Diadema (SP)- 73,15
6º Duque de Caxias (RJ)- 69,62
7º Vila Velha (ES) - 69,31
8º Nova Iguaçu (RJ) - 68,54
9º São João de Meriti (RJ) - 67,65
10º Recife (PE)- 66,38
Dados publicados pela Mundo Estranho e Época.
...
Tive uma conversa interessante sobre a migração crescente para Brasília e percebi que mudou bastante o mapa da concentração de pessoas no país. Brasília agora ocupa o quarto lugar, abaixo apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Isso é bastante preocupante, porque sabemos bem o que vem com o aumento desordenado e rápido das cidades, as três primeiras da lista são bons exemplos disso.
1. São Paulo - São Paulo - 11.037.593
2. Rio de Janeiro - Rio de Janeiro- 6.186.710
3. Salvador – Bahia - 2.998.056
4. Brasília - Distrito Federal - 2.606.885
5. Fortaleza - Ceará - 2.505.552
6. Belo Horizonte - Minas Gerais - 2.452.617
7. Curitiba – Paraná - 1.851.215
8. Manaus – Amazonas - 1.738.641
9. Recife – Pernambuco - 1.561.659
10. Belém – Pará - 1.437.600
Mais cidades na Wikipedia.
...
O papo de hoje foi sobre indústria armamentista, por conta de uma notícia que saiu hoje sobre a venda de bombas para o Sri Lanka.
O Brasil está entre os seis principais fabricantes de armas do mundo, junto com a China, Rússia, Estados Unidos, Alemanha e Bélgica, de acordo com informações publicadas pela Agência Pulsar.
...
Por fim, o papo sobre o Congresso Nacional resgatou um estudo que o Diap fez em 2007 que revela coisas como:
(..) a bancada dos milionários ganhou mais 49 vagas na Câmara dos Deputados, segundo o DIAP, despertando esperanças conservadoras como as manifestadas pelo cientista político Leôncio Martins Rodrigues, ex-professor da USP e da Unicamp, segundo o qual a posição social, embora não seja a única variável, “é importante na determinação do jogo político”.
Segundo o DIAP, quase um terço dos deputados (165, no total, 49 a mais do que na eleição anterior) declarou possuir patrimônios superiores a um milhão de reais. Além disso, os eleitos são mais ricos do que os de 2002, com patrimônios médios que passaram de 2,2 milhões em 2002 para 2,5 milhões de reais este ano. O campeão é o capixaba Camilo Cola (PMDB-ES), 83, dono da viação Itapemirim, com patrimônio de 259 milhões de reais. Ele é seguido por Odílio Balbinotti (PMDB-PR), com 123 milhões.
(...)
A bancada dos assalariados, que tem crescido lentamente, este ano diminuiu, passando dos 97 eleitos, em 2002, para 86 deputados este ano. O número de deputados de origem sindicalista também diminuiu, de 74 para 60. É uma inflexão importante que reverte a tendência anterior. Em 1998 foram eleitos 44 parlamentares sindicalistas; em 2002, pulou para 74 deputados, 70% a mais (69 deputados e cinco senadores). Este ano caiu para 55 deputados e cinco senadores (quatro dos eleitos em 2002, mais o reforço significado pela eleição, este ano, do comunista Inácio Arruda). A grande maioria da bancada sindical é formada por petistas. Dos 60 deputados e senadores sindicalistas, 46 são filiados ao PT, seguido por PCdoB (sete), PDT (três), PPS, PMDB e PSOL (um cada).
Mais no site da Fundação Maurício Grabois.
...
Não sou muito fã de estatísticas, mas num contexto e com leitura crítica é possível perceber coisas interessantes com esses dados.
Um bom exemplo é o sempre citado problema da violência nas grandes cidades, que é real. Mas a violência está se interiorizando no Brasil muito rapidamente e a última pesquisa oficial sobre o assunto revelou que pequenas cidades do Centro-Oeste, com menos de cem mil habitantes, estão na lista das mais violentas. Na lista com as cidades com mais de trezentos mil habitantes, entre as dez mais violentas, aparece apenas uma capital e do nordeste:
Entre as cidades com mais de 300 mil habitantes, Serra (ES) é a mais perigosa
MAIS VIOLENTAS
1º Serra (ES) - 97,62
2º Olinda (PE) - 95,29
3º Cariacica (ES) - 91,99
4º Jaboatão dos Guararapes (PE)- 88,35
5º Diadema (SP)- 73,15
6º Duque de Caxias (RJ)- 69,62
7º Vila Velha (ES) - 69,31
8º Nova Iguaçu (RJ) - 68,54
9º São João de Meriti (RJ) - 67,65
10º Recife (PE)- 66,38
Dados publicados pela Mundo Estranho e Época.
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Tive uma conversa interessante sobre a migração crescente para Brasília e percebi que mudou bastante o mapa da concentração de pessoas no país. Brasília agora ocupa o quarto lugar, abaixo apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Isso é bastante preocupante, porque sabemos bem o que vem com o aumento desordenado e rápido das cidades, as três primeiras da lista são bons exemplos disso.
1. São Paulo - São Paulo - 11.037.593
2. Rio de Janeiro - Rio de Janeiro- 6.186.710
3. Salvador – Bahia - 2.998.056
4. Brasília - Distrito Federal - 2.606.885
5. Fortaleza - Ceará - 2.505.552
6. Belo Horizonte - Minas Gerais - 2.452.617
7. Curitiba – Paraná - 1.851.215
8. Manaus – Amazonas - 1.738.641
9. Recife – Pernambuco - 1.561.659
10. Belém – Pará - 1.437.600
Mais cidades na Wikipedia.
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O papo de hoje foi sobre indústria armamentista, por conta de uma notícia que saiu hoje sobre a venda de bombas para o Sri Lanka.
O Brasil está entre os seis principais fabricantes de armas do mundo, junto com a China, Rússia, Estados Unidos, Alemanha e Bélgica, de acordo com informações publicadas pela Agência Pulsar.
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Por fim, o papo sobre o Congresso Nacional resgatou um estudo que o Diap fez em 2007 que revela coisas como:
(..) a bancada dos milionários ganhou mais 49 vagas na Câmara dos Deputados, segundo o DIAP, despertando esperanças conservadoras como as manifestadas pelo cientista político Leôncio Martins Rodrigues, ex-professor da USP e da Unicamp, segundo o qual a posição social, embora não seja a única variável, “é importante na determinação do jogo político”.
Segundo o DIAP, quase um terço dos deputados (165, no total, 49 a mais do que na eleição anterior) declarou possuir patrimônios superiores a um milhão de reais. Além disso, os eleitos são mais ricos do que os de 2002, com patrimônios médios que passaram de 2,2 milhões em 2002 para 2,5 milhões de reais este ano. O campeão é o capixaba Camilo Cola (PMDB-ES), 83, dono da viação Itapemirim, com patrimônio de 259 milhões de reais. Ele é seguido por Odílio Balbinotti (PMDB-PR), com 123 milhões.
(...)
A bancada dos assalariados, que tem crescido lentamente, este ano diminuiu, passando dos 97 eleitos, em 2002, para 86 deputados este ano. O número de deputados de origem sindicalista também diminuiu, de 74 para 60. É uma inflexão importante que reverte a tendência anterior. Em 1998 foram eleitos 44 parlamentares sindicalistas; em 2002, pulou para 74 deputados, 70% a mais (69 deputados e cinco senadores). Este ano caiu para 55 deputados e cinco senadores (quatro dos eleitos em 2002, mais o reforço significado pela eleição, este ano, do comunista Inácio Arruda). A grande maioria da bancada sindical é formada por petistas. Dos 60 deputados e senadores sindicalistas, 46 são filiados ao PT, seguido por PCdoB (sete), PDT (três), PPS, PMDB e PSOL (um cada).
Mais no site da Fundação Maurício Grabois.
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Não sou muito fã de estatísticas, mas num contexto e com leitura crítica é possível perceber coisas interessantes com esses dados.
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