O cinema fala de cinema

Filmes de ação são um clássico na vida de qualquer um, independente de gostar de cinema, ou do gênero. Rambo virou desenho animado nos anos 90, e tinha GI Joe e etc.

Este é um gênero que eu considero decadente, que gera estranhas celebridades, como o atual governador da Califórnia, ou o bizarro Stalone, que chegou ao fundo do poço profissional com o seu Rambo V.

No meio disso tudo aparece um ótimo filme, que pretende contar os bastidores dos filmes de ação e seu impacto a vida de seus protagonistas.

JCVD mostra um Jean-Claude Van Damme maduro, pós-vício, pós(ou na)-decadência física e profissional.

Falido, JC volta a atuar no Jopão, numa produção semi-caseira e sujeito a um diretor absolutamente temperamental. Além de ter que lidar com o limite físico ("já tenho 50 anos", ele grita no meio de um take), o ator enfrenta sérios problemas domésticos com a perda da guarda da filha após o divórcio.

Sua filha declara no tribunal que não quer ficar com o pai porque é vítimas de piadas na escola toda vez que passa um filme do JC na TV.

Em meio a essa crise, Van Damme volta a sua cidade natal, na Bélgica. Ao entrar numa agência de correio, para sacar dinheiro, acaba refém de um roubo que todo mundo pensa que é ele quem está cometendo.

Van Damme se mostra um grande ator, pela primeira vez para mim, neste filme que sequer chegou a passar nos cinemas brasileiros, e faz um mea culpa e expõe sua vida pessoal, suas crises, neste filme pseudo-biográfico.

...

Abraços Partidos

O novo filme do Almodóvar conta a história de um cineasta que fica cego num acidente, pouco antes de concluir o que seria sua grande obra.

Não é o melhor filme do diretor, mas é interessante como ele faz uam leitura de sua carreira a partir de um de seus clássicos. É Mulheres à beira de um ataque de nervos o filme inconcluso do diretor.

Comentários

Postagens mais visitadas