Loki
O esperado documentário sobre Arnaldo Baptista enfim estreou em Brasília, num único cinema, num único horário. Por conta disso, decidi assistir ao filme no dia da estréia, antes de ter uma surpresa desagradável com a mudança da programação.
O filme começa com a primeira banda de Arnaldo e turma (que ainda não contava com ninguém dos Mutantes), O'Seis. Foi nesta banda que Rita Lee aparece na sua vida, ao entrar no lugar de uma das vocalistas.
E é a Rita a co-protagonista da história, que só aparece no filme em imagens de arquivo. Toda a história do começo ao fim dos Mutantes é contada pelos seus ex-integrantes, com exceção da Rita, claro, com todas as versões possíveis. No fim, a única conclusão possível é a de que todos estão certos. A Rita foi expulsa, mas não foi, e a decisão de tocar rock progressivo é que foi o começo do fim e o fim em si. Deu vontade de ler o livro sobre a banda.
Mas o foco não era Mutantes, mas Arnaldo. Ele se abateu profundamente com a saída da Rita da banda e da sua vida. E continua, ainda hoje, pedindo desculpas por algo que não sabemos o que é, mas que provavelmente foi o que causou tanta angústia e o fez ser internado cinco vez em hospitais psiquiátricos.
Na última internação, ele conheceu a fã Maria Lúcia, que cuidou dele quando esteve em coma e acabou se tornando sua companheira (ela mora com ele em Juiz de Fora). E parece que foi então que ele superou Rita.
São duas horas com a glória e a tragédia que é a vida de Arnaldo. Como trilha sonora, sua genial obra que continua na ativa. Seus discos Loki, que dá nome ao filme, e Let It Bed, frase que o Arnaldo repete durante todo o documentário, são responsáveis por boa parte da trilha e são as obras que mais gosto da sua carreira.
Nos últimos minutos, é claro que se falou da "volta" dos Mutantes, que tanto me desagradou. Vi a importância que teve para o Arnaldo, o reconhecimento do público, mas ainda acho que uma turnê com o Let It Bed faria muito mais sentido, mesmo que não tivesse tanto impacto. Bem...
Muitas imagens de arquivo, muitas entrevistas e a história de um homem inspirador. É isso.
Eu sou fã confessa do Arnaldo (já falei dele aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), então só posso dizer: vá logo para o cinema!
Aqui o trailler:
---
(UPDATE)
Boa parte dos depoimentos atuais do Arnaldo foram gravados em seu ateliê, enquanto ele pintava um quadro que resumiria a história da sua carreira. Ele começou a pintar como terapia e agora é possível adquirir seus desenhos no seu site.
Eu comprei um e já falei sobre isso aqui. Ei-lo:
O filme começa com a primeira banda de Arnaldo e turma (que ainda não contava com ninguém dos Mutantes), O'Seis. Foi nesta banda que Rita Lee aparece na sua vida, ao entrar no lugar de uma das vocalistas.
E é a Rita a co-protagonista da história, que só aparece no filme em imagens de arquivo. Toda a história do começo ao fim dos Mutantes é contada pelos seus ex-integrantes, com exceção da Rita, claro, com todas as versões possíveis. No fim, a única conclusão possível é a de que todos estão certos. A Rita foi expulsa, mas não foi, e a decisão de tocar rock progressivo é que foi o começo do fim e o fim em si. Deu vontade de ler o livro sobre a banda.
Mas o foco não era Mutantes, mas Arnaldo. Ele se abateu profundamente com a saída da Rita da banda e da sua vida. E continua, ainda hoje, pedindo desculpas por algo que não sabemos o que é, mas que provavelmente foi o que causou tanta angústia e o fez ser internado cinco vez em hospitais psiquiátricos.
Na última internação, ele conheceu a fã Maria Lúcia, que cuidou dele quando esteve em coma e acabou se tornando sua companheira (ela mora com ele em Juiz de Fora). E parece que foi então que ele superou Rita.
São duas horas com a glória e a tragédia que é a vida de Arnaldo. Como trilha sonora, sua genial obra que continua na ativa. Seus discos Loki, que dá nome ao filme, e Let It Bed, frase que o Arnaldo repete durante todo o documentário, são responsáveis por boa parte da trilha e são as obras que mais gosto da sua carreira.
Nos últimos minutos, é claro que se falou da "volta" dos Mutantes, que tanto me desagradou. Vi a importância que teve para o Arnaldo, o reconhecimento do público, mas ainda acho que uma turnê com o Let It Bed faria muito mais sentido, mesmo que não tivesse tanto impacto. Bem...
Muitas imagens de arquivo, muitas entrevistas e a história de um homem inspirador. É isso.
Eu sou fã confessa do Arnaldo (já falei dele aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), então só posso dizer: vá logo para o cinema!
Aqui o trailler:
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(UPDATE)
Boa parte dos depoimentos atuais do Arnaldo foram gravados em seu ateliê, enquanto ele pintava um quadro que resumiria a história da sua carreira. Ele começou a pintar como terapia e agora é possível adquirir seus desenhos no seu site.
Eu comprei um e já falei sobre isso aqui. Ei-lo:

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