Da vida sem sobrenome
Um belo dia acordei e decidi que não usaria mais sobrenome nas minhas coisas escritas e feitas. Naquelas que chamam de autorais, mas eu chamo de coisas que eu faço porque quero e não porque tenho que fazer.
Assim, ao invés de sobrenome, decidi abreviar tudo numa sigla, que acabou por se tornar um novo nome.
Desisti do nome ancestral pelo peso que ele me obrigava a carregar. As vidas todas de gente que sofreu, muitas vezes por opção, e pela própria história das facilidades improváveis que esse nome poderia me oferecer ou ao qual eu deveria agregar coisas. Essas relações que eu não entendo e não respeiro, por tornar indivíduos apenas peças no tabuleiro da "família", esta instituição que é uma célula da sociedade e, não maioria das vezes, reproduz o que ela tem de pior. É muito raro uma família constituída por afeto, pura e simplesmente.
Tão de repente quanto esta minha decisão tomada por impulso, tudo se tornou mais leve para mim. E foi bom ver que eu consigo fazer coisas como eu mesma, mesmo fazendo parte destes grupos todos em que o mundo nos coloca.
Reconhecer este estado solitário de ser responsável por mim mesma foi um passo fundamental.
Assim, ao invés de sobrenome, decidi abreviar tudo numa sigla, que acabou por se tornar um novo nome.
Desisti do nome ancestral pelo peso que ele me obrigava a carregar. As vidas todas de gente que sofreu, muitas vezes por opção, e pela própria história das facilidades improváveis que esse nome poderia me oferecer ou ao qual eu deveria agregar coisas. Essas relações que eu não entendo e não respeiro, por tornar indivíduos apenas peças no tabuleiro da "família", esta instituição que é uma célula da sociedade e, não maioria das vezes, reproduz o que ela tem de pior. É muito raro uma família constituída por afeto, pura e simplesmente.
Tão de repente quanto esta minha decisão tomada por impulso, tudo se tornou mais leve para mim. E foi bom ver que eu consigo fazer coisas como eu mesma, mesmo fazendo parte destes grupos todos em que o mundo nos coloca.
Reconhecer este estado solitário de ser responsável por mim mesma foi um passo fundamental.
Comentários
Há braços!!