What about Seinfeld

Quem diria que eu não gostava de Seinfeld nos anos noventa (quando ainda era algo novo). Meu amigo André insistia em me dizer que era das melhores coisas da TV, um humor inteligente, politicamente incorreto. Eu dizia que era exatamnte esse o motivo para eu achar o programa absolutamente insurportável.
Até que um dia meu amigo gravou um VHS (é, faz tempo) com os episódios que ele mais gostava. Foi a primeira experiência positiva que tive com a série. Elaine, a única mulher da turma de quatro amigos protagonistas, apareceu num episódio em que é obrigada pelo chefe a assistir O Paciente Inglês duas vezes e acaba perdendo o emprego por não aguentar. Me identifiquei no ato, eu também odeio esse filme e pelos mesmos motivos que ela sai gritando do cinema.
Os autores afirmam que é uma série sobre o nada. E parece que isso é levado às últimas conquências sempre. Ontem assisti a um episódio em que George vai ao funeral da tia da namorada e acaba brigando seriamente com o cunhado por causa da maneira em que molha um snack numa tigela de molho e acaba expulso da casa.
Alguns episódios são clássicos venerados por fãs no mundo todo, como o do Bubble Boy, da dancinha da Elaine, do Kramer confundido com um retardado. Esses são apenas alguns exemplos do humor da série.
Recomendo. Espero agora convencer o André de que o Bob Esponja também é humor da melhor qualidade, que já teve participação do cineasta Jim Jarmusch e terá a voz do David Bowie neste ano. Será que ele mudará de idéia como eu?

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