"O homem é uma deformação, uma perversão da natureza"
Assisti ontem ao filme O Ovo da Serpente, de Ingmar Bergman (1977). O filme faz parte de uma retrospectiva que o Cine Brasília está fazendo do cineasta, que morreu em 30 de julho.
A frase do título deste post é do personagem Hans Vergerus, médico que faz experiências com novas drogas em seres humanos, na Berlim pré-nazista. O desprezo pelo homem é total. Um outro personagem diz: "o que são milhares de mortos e anos de sofrimento. Há pessoas demais no mundo". Tudo vale para que a humanidade evolua.
As autoridades fazem todo o tipo de aberração e povo vive sobre o jugo do medo. Pessoas apáticas caminham pelas ruas de uma Alemanha humilhada após a derrota da primeira guerra mundial. Mas não é de nazismo que o filme trata, é da angústia.
O terror do que está para acontecer deixa as pessoas completamente imóveis. Lembrei dos EUA pós 11 de setembro e da cultura do terror implantada pelas autoridades. Outro dia vi um documentário sobre Taiwan, produzido por um estadunidense, e ele dizia que, mesmo com a possibilidade iminente de um ataque nuclear na região, as pessoas insistiam em viver suas vidas e em se divertir, como se nada estivesse acontecendo. O narrador considerou isso inconcebível.
Falar naturalmente da necessidade do estado de pânico foi o que me assombrou no comentário que vi na TV. O investigador de polícia, em O Ovo da Serpente, parece ter a solução viável para isso: precisamos continuar ocupados, fazendo o que fazemos de melhor, só assim nos livraremos do medo.
A frase do título deste post é do personagem Hans Vergerus, médico que faz experiências com novas drogas em seres humanos, na Berlim pré-nazista. O desprezo pelo homem é total. Um outro personagem diz: "o que são milhares de mortos e anos de sofrimento. Há pessoas demais no mundo". Tudo vale para que a humanidade evolua.
As autoridades fazem todo o tipo de aberração e povo vive sobre o jugo do medo. Pessoas apáticas caminham pelas ruas de uma Alemanha humilhada após a derrota da primeira guerra mundial. Mas não é de nazismo que o filme trata, é da angústia.
O terror do que está para acontecer deixa as pessoas completamente imóveis. Lembrei dos EUA pós 11 de setembro e da cultura do terror implantada pelas autoridades. Outro dia vi um documentário sobre Taiwan, produzido por um estadunidense, e ele dizia que, mesmo com a possibilidade iminente de um ataque nuclear na região, as pessoas insistiam em viver suas vidas e em se divertir, como se nada estivesse acontecendo. O narrador considerou isso inconcebível.
Falar naturalmente da necessidade do estado de pânico foi o que me assombrou no comentário que vi na TV. O investigador de polícia, em O Ovo da Serpente, parece ter a solução viável para isso: precisamos continuar ocupados, fazendo o que fazemos de melhor, só assim nos livraremos do medo.
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