Silêncio, aceitação, pertencimento

Existem silêncios para dizer muitas coisas diferentes, na maioria das vezes coisas simples de identificar, por mais doídas que sejam. Mas eu tenho, durante tempo demais, enfrentado um silêncio que não se definia. São parcerias que caminhavam lindas, produtivas e um belo dia o silêncio se estabelecia sobre o meu interpelar, insistir. Foram muitas vezes até eu entender que aquilo era o meu não fazer parte de algo que eu achava que fazia. Não me sentir aceita, talvez fosse essa a dor que eu não queria enfrentar. Perceber que o silêncio vinha em forma de “já te dei mais atenção do que você merece”. Parei mesmo para olhar aqueles silêncios todos acumulados de parcerias malogradas, projetos inconclusos, entrevistas que seriam respondidas, mas nunca, e percebi que a questão do pertencimento não pode ser atribuída a mim por terceiros. Se seus mundos colidem entre si, isso não me diz respeito. Seus silêncios dizem mais sobre o que essas pessoas são do que sobre o que eu sou e esses silêncios, eu os entrego de volta, pois não preciso deles.

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