um ano
Uma vida em caos. Daí veio a pandemia. Lidar com o que é preciso fazer, com o que querem que seja feito e desejar o que deveria ser feito. As forças que controlam nosso tempo, nosso corpo, nossa mente podem ser cruéis. As demandas todas de um mundo que acha que uma mulher “tem que dar conta sim” e que em retribuição dá nenhum apoio. Cansaço resume este ano. Resumiria muito outros também, mas este em especial.
Mas...
Decidi não dar conta mais. O corpo chegou perto da estafa e exigiu (exigi também) descanso.
Voltei a estudar. Quando me dei conta, acumulei vários cursos concluídos.
Comecei a olhar mais sistematicamente minhas questões de identidade que foram massacradas no meu processo de crescimento.
O tarô apareceu de novo na minha vida, num estudo em grupo de um amigo querido.
Voltei a me capacitar à luz da teologia da libertação e a condução para o trabalho de base, que deve ser no pétit comitê.
Reencontrei pessoas. Me aproximei ainda mais de outras. Estou curando relações. De outras, desisti definitivamente.
Tem a doença que nos cerca. O medo constante de morrer. A morte de pessoas à volta foi uma presença dolorida também.
Será que vai ter vacina? A vida vai voltar a ser coletiva?
Sei que muito aconteceu. O caos permanece.
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