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Que ano, senhoras e senhores.
Foi um tempo de profunda decepção com pessoas que eu gostava muito. Tão profunda, que não há mais remendo possível.
Foi um tempo de olhar para mim de novo, entender que preciso de muita coisa que não estava sendo feita.
De exigir, EXIGIR, que olhem pra mim como ser humano que sou. De todos, até do meu filho, que é pequeno, mas já é bem pessoa também cheia de necessidade e que começa a poder fazer pelos outros.
Tenho feito para mim, porque todo mundo acha que eu não preciso mais de nada, nenhum cuidado, nem diversão, nem ser feliz. Deixei muitas vidas fáceis demais.
Começo a repensar meu papel no mundo. Em trabalho.
A ansiedade está lá a espreita. O pânico também. Mas eu estou de olho neles.
Consegui voltar a passear com meu filho, já fizemos muitas coisas nos últimos meses. Foi quando me dei conta que passei mais de um ano trancada em casa. Cada saída na rua era um esforço destruidor, nesse período. Mas passou, consegui superar. Foi muito esforço solitário, ainda mais pesado porque tive que poupar o meu filho de todo o processo e gastei o pouco de energia que tinha nisso.
Ando me sentindo muito só, depois disso tudo. A confiança que tinha nos outros totalmente comprometida depois da muita merda que me aconteceu.
Estou aqui, tentando entender meu papel no mundo depois de tudo isso. Mais um ano de vida e eu ainda amo viver, com todas as dificuldades e perrengues, porque preciso existir.
Foi um tempo de profunda decepção com pessoas que eu gostava muito. Tão profunda, que não há mais remendo possível.
Foi um tempo de olhar para mim de novo, entender que preciso de muita coisa que não estava sendo feita.
De exigir, EXIGIR, que olhem pra mim como ser humano que sou. De todos, até do meu filho, que é pequeno, mas já é bem pessoa também cheia de necessidade e que começa a poder fazer pelos outros.
Tenho feito para mim, porque todo mundo acha que eu não preciso mais de nada, nenhum cuidado, nem diversão, nem ser feliz. Deixei muitas vidas fáceis demais.
Começo a repensar meu papel no mundo. Em trabalho.
A ansiedade está lá a espreita. O pânico também. Mas eu estou de olho neles.
Consegui voltar a passear com meu filho, já fizemos muitas coisas nos últimos meses. Foi quando me dei conta que passei mais de um ano trancada em casa. Cada saída na rua era um esforço destruidor, nesse período. Mas passou, consegui superar. Foi muito esforço solitário, ainda mais pesado porque tive que poupar o meu filho de todo o processo e gastei o pouco de energia que tinha nisso.
Ando me sentindo muito só, depois disso tudo. A confiança que tinha nos outros totalmente comprometida depois da muita merda que me aconteceu.
Estou aqui, tentando entender meu papel no mundo depois de tudo isso. Mais um ano de vida e eu ainda amo viver, com todas as dificuldades e perrengues, porque preciso existir.
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