Elei o quê? Para quem?
Parece que o processo eleitoral acaba este fim de semana. E é definitivo em uma porção de estados do país. O DF segue esta tendência, parece que SP também, e mais vinte estados brasileiros. A imensa maioria do país não vai viver a emoção do segundo turno, um direito conquistado pelos brasileiros para fugir da ditadura da maioria simples.
Eu penso que pela primeira vez não sentirei falta dos personagens pitorescos que aparecem no horário eleitoral gratuito. Eles estão se tornando escassos, desmotivados e tão sem graça quanto a própria eleição, que antes mesmo de acontecer, já define os vencedores.
A democracia não é um produto para o povão, nunca foi, por que achar que é ela que nos fará verdadeiros cidadãos? É só lembrar que na Grécia as mulheres e a maior parte da população, que era de escravos, não eram consideradas cidadãos. O berço da democracia mantém seus fundamentos ainda hoje.
Pra não dizer que não falei de flores, cactos e afins, sentirei até saudade de algumas pérolas eleitorais, como minha ídola do PSDC brasiliense, que iniciou sua campanha com uma pequena biografia em que afirmou que aos quatorze anos realizou seu grande sonho de ter uma calça jeans. Ela realmente era muito coitada e venceu, hoje é uma empresária de sucesso. Como isso aconteceu ela não conta, que fala do milagre, mas não conta o santo.
No mesmo estilo um outro disse: fui menino de rua e este ano encerrei meu mandato como administrador regional do Lago Norte. Para quem não sabe, o Lago Norte é uma espécie de Jardins brasiliense. Como se deu esse salto evolutivo, a que preço, ninguém fala. O bom é glamourizar a origem pobre.
Um outro diz que tudo que é novo é bom, por isso vote nele, porque ele nunca foi deputado. Bom argumento. Mas eu não gostei da cara dele, que pena.
Mas nenhum projeto mirabolante, ninguém ressuscitou o trem bala Brasília-Goiânia no horário eleitoral. Nenhuma projeto em 3D com uma proposta revolucionária para a cidade.
Só se fala de renovação, de mudança, e isso vindo de militares, pastores, fulaninhos católicos. Todo o tipo de moralistas com cara de velhos caquéticos falando em renovação. E o novo mesmo, de onde virá?
Eu penso que pela primeira vez não sentirei falta dos personagens pitorescos que aparecem no horário eleitoral gratuito. Eles estão se tornando escassos, desmotivados e tão sem graça quanto a própria eleição, que antes mesmo de acontecer, já define os vencedores.
A democracia não é um produto para o povão, nunca foi, por que achar que é ela que nos fará verdadeiros cidadãos? É só lembrar que na Grécia as mulheres e a maior parte da população, que era de escravos, não eram consideradas cidadãos. O berço da democracia mantém seus fundamentos ainda hoje.
Pra não dizer que não falei de flores, cactos e afins, sentirei até saudade de algumas pérolas eleitorais, como minha ídola do PSDC brasiliense, que iniciou sua campanha com uma pequena biografia em que afirmou que aos quatorze anos realizou seu grande sonho de ter uma calça jeans. Ela realmente era muito coitada e venceu, hoje é uma empresária de sucesso. Como isso aconteceu ela não conta, que fala do milagre, mas não conta o santo.
No mesmo estilo um outro disse: fui menino de rua e este ano encerrei meu mandato como administrador regional do Lago Norte. Para quem não sabe, o Lago Norte é uma espécie de Jardins brasiliense. Como se deu esse salto evolutivo, a que preço, ninguém fala. O bom é glamourizar a origem pobre.
Um outro diz que tudo que é novo é bom, por isso vote nele, porque ele nunca foi deputado. Bom argumento. Mas eu não gostei da cara dele, que pena.
Mas nenhum projeto mirabolante, ninguém ressuscitou o trem bala Brasília-Goiânia no horário eleitoral. Nenhuma projeto em 3D com uma proposta revolucionária para a cidade.
Só se fala de renovação, de mudança, e isso vindo de militares, pastores, fulaninhos católicos. Todo o tipo de moralistas com cara de velhos caquéticos falando em renovação. E o novo mesmo, de onde virá?
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