Patrimônio de quem?
Viver num grande patrimônio cultural da humanidade faz de nós, habitantes, o que exatamente? Ando pensando nisso ultimamente, depois de olhar o boleto do aluguel.
A tendência é ficar cada vez mais caro morar em Brasília, porque a cidade é um patrimônio cultural e não pode ser ampliada, reformada, ou o que o valha.
Por conta desta sua condição peculiar, os proprietários de imóveis lucram cada vez mais. E nós, moradores, somos o que nisso tudo? Também patrimônio? Comecei a pensar em cada um de nós como um quadro famoso, participantes desta grande maravilha cultural da humanidade. Todos belas obras que ornam perfeitamente com o que está a sua volta.
Será mesmo? Há algum tempo pensei em Brasília daqui há séculos. Ruínas, como a Grécia antiga. Arqueólogos de todo o mundo aportariam por aqui para estudar a central de uma estranha civilização que tinha padrões totalmente diferentes de seus contemporâneos no que se denominava antigamente de terceiro mundo.
Um milagre arquitetônico num universo de pobreza que não mudou com sua existência. Os estudiosos especulariam que apenas poucos privilegiados, provavelmente os mais evoluídos de sua época, tinham o privilegio de viver neste ambiente tão distinto de todo o continente.
E assim se construiria a história de um povo que prezava a ordem e a liberdade, pois não há cercas, nem muros por toda a cidade, a simplicidade e o culto à sabedoria. Um grande equívoco provocado por um passo bem maior do que as pernas dado por um governante que colocou nosso país na era da industrialização, mas que não conseguiu levá-lo ao desenvolvimento, muito menos diminuir a pobreza.
É isso, um patrimônio para a humanidade. E pra gente?
A tendência é ficar cada vez mais caro morar em Brasília, porque a cidade é um patrimônio cultural e não pode ser ampliada, reformada, ou o que o valha.
Por conta desta sua condição peculiar, os proprietários de imóveis lucram cada vez mais. E nós, moradores, somos o que nisso tudo? Também patrimônio? Comecei a pensar em cada um de nós como um quadro famoso, participantes desta grande maravilha cultural da humanidade. Todos belas obras que ornam perfeitamente com o que está a sua volta.
Será mesmo? Há algum tempo pensei em Brasília daqui há séculos. Ruínas, como a Grécia antiga. Arqueólogos de todo o mundo aportariam por aqui para estudar a central de uma estranha civilização que tinha padrões totalmente diferentes de seus contemporâneos no que se denominava antigamente de terceiro mundo.
Um milagre arquitetônico num universo de pobreza que não mudou com sua existência. Os estudiosos especulariam que apenas poucos privilegiados, provavelmente os mais evoluídos de sua época, tinham o privilegio de viver neste ambiente tão distinto de todo o continente.
E assim se construiria a história de um povo que prezava a ordem e a liberdade, pois não há cercas, nem muros por toda a cidade, a simplicidade e o culto à sabedoria. Um grande equívoco provocado por um passo bem maior do que as pernas dado por um governante que colocou nosso país na era da industrialização, mas que não conseguiu levá-lo ao desenvolvimento, muito menos diminuir a pobreza.
É isso, um patrimônio para a humanidade. E pra gente?
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